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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Cuculiformes
Família: Cuculidae
 Leach, 1820
Subfamília: Neomorphinae
 Shelley, 1891
Espécie: N. geoffroyi

Nome Científico

Neomorphus geoffroyi
(Temminck, 1820)

Nome em Inglês

Rufous-vented Ground-Cuckoo


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Vulnerável

Fotos Sons

Jacu-estalo

O Jacu-estalo é uma ave da família Cuculidae, ordem Cuculiformes. Conhecido também como acanati-de-bico-verde, aracuã-da-mata, jacu-estalo-de-bico-verde, jacu-porco, jacu-queixada e jacu-bagunceiro.

O táxon endêmico da Mata Atlântica é considerado ameaçado devido à sua raridade. Essa subespécie, denominada Neomorphus geoffroyi dulcis, é uma das aves mais enigmáticas da Mata Atlântica. Foi descrita das matas de tabuleiro do baixo rio Doce, Linhares, ES, em 1927, pela ornitóloga alemã Emilie Snethlage. O estudo sobre sua biologia motivou a vinda de Helmut Sick ao Brasil, cujo sucesso de sua expedição ocorreu em 1941, ao observar a reprodução desta ave na natureza. Desde então, raros foram os relatos sobre Neomorphus geoffroyi dulcis ao longo de sua distribuição geográfica, inclusive para a localidade onde fora originalmente descoberta.

Características

Mede cerca de 51 cm de comprimento. Características: Lados da cabeça inclusive bochechas e as regiões auriculares, cortados de faixas pretas, sobre o fundo branco-arruivado. Píleo (alto da cabeça) com dois terços anteriores revestidos de penas escuras orladas de debrum cor de ferrugem (e com uma pequena nódoa medial da mesma cor). Contrasta um penacho nucal azul com mescla de verde na base das penas. Dorso e penas coberteiras superiores das asas de colorido verde-bronzeado, sem mescla distinta de azul. Rêmiges (penas de voo) primárias escuras com barba externa listrada de verde-bronze. Baixo dorso castanho, mesclado de verdoengo e cauda verde-bronzeada com fraca mistura de cobre. Lados da cabeça, bochechas, garganta e alto do peito pardos-esbranquiçados, com as penas cortadas de faixas arciformes (em forma de arco) escuras, dando ao conjunto um aspecto escamoso. Abdômen cinzento-escuro puxando para o pardo. Crisso (região em volta da cloaca) tingido de castanho. Penas da mais baixa porção do peito largamente debruadas de negro, formando uma faixa transversal no limite com o abdômen. Bico amarelado, com base pardo-azulada e pés cinzento-plúmbeos (cor de chumbo), conforme descrição de Temminck, 1820.

Voz: pio baixo monossilábico descendente “uu”. Os pios se seguem em intervalos de 3 a 4 segundos durante vários minutos. Inquieto, produz forte estalo ou até matraqueia batendo as mandíbulas, lembrando o bater dos dentes do porco-do-mato.

Alimentação

Inspeciona montes de galhos secos, buracos de tatus e cupinzeiros terrestres ocos, em busca de alimento.

Reprodução

O casal faz um ninho de galhos grossos, forrado de folhas verdes, a 2,5 m de altura. Põe 1 ou 2 ovos branco-amarelados.

Hábitos

É raro, habitando florestas primárias altas. Vive a maior parte do tempo andando e pulando no chão; regularmente empoleira-se para descansar, arrumar a plumagem e dormir, deitando-se no galho como uma galinha. Segue formigas-de-correição com freqüência, quando produz um forte estalo com o bico, que lembra o bater dos dentes possantes do porco-do-mato (queixada), hábito que originou alguns de seus nomes populares. Correndo no solo lembra um quatipuru (esquilo).

Distribuição Geográfica

Região Amazônica, sul da Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo e, originalmente, também no norte do Rio de Janeiro. Encontrado ainda da Nicarágua à Bolívia (outras subespécies).

As frondosas florestas que ocupava na porção central da Mata Atlântica, abrangendo o sul da Bahia, o leste de Minas Gerais e o norte do Espírito Santo, foram extensivamente erradicadas. Dessa forma, sua atual área de ocorrência é objeto de pesquisa. E o fenômeno biogeográfico que sustenta a raça dulcis ainda está por ser devidamente compreendido.

Referências

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